Falta de planejamento leva à morte prematura de PMEs

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A maioria não tem nenhum planejamento estratégico e, pior, gasta dinheiro com comunicação sem nenhum planejamento de marketing, o que significa que o resultado é perto de zero.

Um estudo do IBGE já apontava que metade das empresas brasileiras fecha antes de completar 3 anos de existência. São milhares de empreendedores que deixam de tocar seus negócios para tentar voltar ao mercado de trabalho formal ou informal, que já está saturado em inúmeros setores. Segundo Alessandro Basile, sócio-diretor da AGMKT, empresa especializada em Marketing e Comunicação para Pequenas e Médias Empresas (PME), a principal razão para esse fechamento é a falta de planejamento estratégico ou de Marketing:

“Ao longo dos últimos 15 anos, atendemos mais de 350 pequenas e médias empresas de diferentes tamanhos e nos mais diferentes setores. E podemos dizer sem medo de errar que a grande maioria não tinha nenhum planejamento estratégico e, pior, gastava dinheiro com comunicação sem nenhum planejamento de marketing, o que significa que o resultado desses investimentos é perto de zero”, explica Basile.

Para muitos empresários, investir em “marketing” é investir em “propaganda”. No entanto, Basile alerta que há uma grande diferença entre Marketing e Propaganda, uma vez que Propaganda é apenas parte do Planejamento de Marketing:

“É alarmante a desinformação dos empresários brasileiros, especialmente das pequenas e médias empresas. Vale lembrar que muitos deles resolveram empreender porque foram empurrados nessa direção pelo desemprego e eles não pararam para pensar na importância ou necessidade do planejamento. Exemplos disso são as decisões de abrir um pequeno mercado ou um salão de beleza ou uma cafeteria, seja em modelo de franquia ou não. As pessoas abrem esses negócios e correm para investir em folhetos, um website, páginas nas redes sociais, mas não param um minuto sequer para pensar em seus clientes potenciais, em seu mercado, nos concorrentes, na diferenciação de seus produtos e por aí vai”, assinala Basile.

Uma razão para a desinformação, explica Basile, é que o acesso à informação especializada não é tão fácil como se imagina. “Informações especializadas sobre Marketing Estratégico não estão disponíveis em cursos rápidos. Mesmo a leitura de livros pode ser algo difícil e frustrante para muitos pequenas e médios empresários. Conhecemos muitos empresários que buscam informações no YouTube e redes sociais, mas, mesmo assim, é difícil saber a qualidade desse tipo de informação. Nenhum pequeno empresário vai entrar em uma faculdade de Marketing e estudar 4 anos para obter respostas que ele precisa obter rapidamente”, explica Basile.

Uma opção é o florescente mercado de cursos online, que estão se aprimorando para oferecer informação qualificada a milhares de pequenos empresários que não têm tempo para ir a uma faculdade ou não têm os recursos necessários:

“Percebemos que muitos empresários querem informação dirigida, prática, objetiva, porque não têm tempo para grandes devaneios. Além disso, notamos que as faculdades não estão preparadas para esse novo mundo da educação, da comunicação, da mobilidade, porque até mesmo os cursos online não têm o foco que os empresários necessitam. Por isso pegamos um conhecimento dirigido, que passamos aos nossos clientes, e transformamos em um curso online que integra uma vídeo-aula associada a um eBook de 90 páginas, com informações e exercícios, que permitem que o empresário reflita sobre seu planejamento e prepare um Plano de Marketing Estratégico para reposicionar seus negócios”, explica Basile.

Cursos como esse, assinala Basile, vão ser muito mais comuns do que se imagina. Segundo o fundador da AGMKT, gigantes do setor de educação, como a empresa Person, já perceberam que o modo como as pessoas se educam está mudando:

“Um estudo da Person apontou que as pessoas estão mais ativas no que diz respeito ao modo como se educam e buscam informações para seus negócios. Elas assistem palestras, trocam informações em grupos nas redes sociais, leem livros indicados e assistem vídeos no YouTube, por exemplo. Elas não recorrem mais a faculdades para acumular conhecimento, até porque os custos de uma faculdade não são baixos e quando são muito baixos, não têm qualidade”, explica.

Fonte: Mundo do Marketing