Mais da metade das dívidas de brasileiros são por cartões de crédito

123.jpg

Contas de consumo já são responsáveis por 30% do endividamento, um reflexo do aumento no desemprego no país. Maioria tem interesse em quitar pendências com financeiras.

O cartão de crédito é o principal responsável pelo endividamento do brasileiro. Mais da metade das dívidas (53%) vem do pagamento à prazo e 30% de serviços como conta de água, luz e telefone, segundo a pesquisa “Cobrança: Devedores do Brasil – 2017”, pela Cantarino Brasileiro Instituto GEOC. O número de participantes com contas em atraso relacionadas a crédito pessoal, crédito consignado e financiamento de veículos caíram: comparando com os dados da pesquisa anterior, realizada em 2015, passou de 43,4% para 26%, de 18,4% para 11%, e 23,4% para 8%, respectivamente.

O desemprego é o principal motivo para não pagar as contas em dia e foi apontado por 52% dos entrevistados, um aumento de 10 pontos percentuais se comparado com 2015. Já os participantes que não quitam as dívidas por descontrole de gastos diminuíram de 16,5% para 11%. A maior parte dos entrevistados tem até três dívidas e o valor total está abaixo dos três mil reais.

Comparando a pesquisa atual com a de 2015, também houve um aumento na prioridade do pagamento de contas de consumo (como água, luz e telefone), que subiu de 29,9%, em 2015, para 41% este ano, bem como do aluguel ou prestação da casa própria, que subiu de 14,4% para 21%. O contrário ocorreu com cartão de crédito, que era 27% e caiu para 20%; e prestação de carro, que passou de 8% para 3%.

A pesquisa perguntou aos internautas se eles gostariam de contrair novos empréstimos ou realizar novas compras de longo prazo, nos próximos três meses, e 77% responderam que não. O que mostra que a maioria tem interesse em não fazer mais dívidas e em pagar as atuais, mas, para isso, eles querem que as empresas ofereçam facilidades na hora da negociação, como um desconto ou a possibilidade de parcelar em muitas vezes. O acordo por meio de canais de autoatendimento foi concluído por um terço dos entrevistados, sendo que 42% gostariam de ter essa experiência.

Fonte: Mundo do Marketing